O artigo “Os desafios culturais da propaganda na modernidade”
trata das análises críticas a alguns anúncios publicitários da revista Veja. O
autor diz que a propaganda brasileira perdeu sua capacidade de discurso, de se
relacionar, dialogar com o espectador quando passou a se preocupar muito com a
estética e a técnica estrangeira. O que era inicialmente um fazer artístico deu
espaço á preocupação com planejamentos de marketing, posicionamento da marca,
foco na satisfação do cliente e nas possibilidades de alcance de prêmios internacionais,
deixando para trás a peculiaridade e os modos de cultura brasileiros.
Toda publicidade,
não só a brasileira deve dialogar com seu público. Tal dialogo na modernidade
requer tempo do público, e talvez pela falta dele, com o passar dos anos a
propaganda brasileira teve a necessidade de deixar os grandes textos, e usar outros
elementos. Por isso copiar não seria a palavra certa, mas a propaganda
brasileira teve que se moldar ao que a modernidade exigia e assim trilhar
caminhos tão parecidos com as propagandas norte americanas e europeias. Quando
a propaganda brasileira deixou os grandes textos ela foi ao encontro de um
público sem tempo para ler textos de um anúncio, e observou que este público
poderia ser impactado rapidamente com o uso de uma imagem.
Claro que não podemos ''americanizar'' totalmente nossas
propagandas, pois elas perderiam o sentido para a maioria do público brasileiro
que não conhece a cultura americana e não teria condições de entender a
mensagem e assim não haveria interatividade. Com a evolução das tecnologias,
dos recursos de imagens e outros softwares, podemos ter a mesma qualidade das
propagandas americanas, e mantendo a nossa ''brasilidade'' com elementos
autênticos da nossa cultura. A propaganda brasileira não poderia ficar estagnada
no tempo, nem seus profissionais presos ao passado.
-Francielly Rodrigues e Juan Borges
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