Na
perspectiva de Everado Rocha¹ a publicidade depende da cultura e de tudo que a
representa, uma vez que depende de interpretações, que advém de situações já
vividas pelo público-alvo. Nesse sentido o artigo de Stéfani nos faz refletir a
originalidade da propaganda brasileira, entretanto é fato que a cibercultura
devastou todas as barreiras geográficas e se sobrepôs.
Na linha
desse raciocínio não é válido afirmar que não há originalidade na publicidade
do Brasil devido a sua semelhança com a cultura norte americana, acerca de que
todas as culturas estão em praticamente todos os lugares.
Tratando-se
de um cenário de cópias de cópias a dificuldade de se apresentar um material
criativo é maior, todavia não impossível. A mesma ferramenta responsável por
quebrar essas barreiras e trazer elementos de outras culturas para as peças no
Brasil pode ser utilizada pra aprimorá-las, ou seja a internet.
O meio
digital é o ambiente perfeito para se apropriar de incontáveis artifícios que
evoluem os conceitos de criatividade, como a união dos hipertextos e
hipermídias de Pierre Lévy (1997) e outros frutos do desenvolvimento
da sociedade em rede do autor.
Entender a globalização, e a
presença de outras culturas na propaganda brasileira como algo completamente
positivo e imersivo em uma nova atmosfera é o primeiro passo para que a
produção publicitária se torne cada vez melhor, capaz de persuadir e imprimir
valores culturais novos.
Lucas S. Teles e Rodrigo G. de Oliveira
REFERÊNCIAS:
ROCHA, Everardo P. Guimarães. Magia
e Capitalismo: um estudo antropológico da publicidade. 3ª. Ed. São Paulo: Ed.
Brasiliense, 1985.
Lévy, P. (1997), Cibercultura,
Instituto Piaget.
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