quarta-feira, 19 de agosto de 2015

RESENHA CRÍTICA DO ARTIGO: OS DESAFIOS CULTURAIS DA PROPAGANDA NA MODERNIDADE, DE RODRIGO STÉFANI CORRÊA


            Na perspectiva de Everado Rocha¹ a publicidade depende da cultura e de tudo que a representa, uma vez que depende de interpretações, que advém de situações já vividas pelo público-alvo. Nesse sentido o artigo de Stéfani nos faz refletir a originalidade da propaganda brasileira, entretanto é fato que a cibercultura devastou todas as barreiras geográficas e se sobrepôs.
            Na linha desse raciocínio não é válido afirmar que não há originalidade na publicidade do Brasil devido a sua semelhança com a cultura norte americana, acerca de que todas as culturas estão em praticamente todos os lugares.
            Tratando-se de um cenário de cópias de cópias a dificuldade de se apresentar um material criativo é maior, todavia não impossível. A mesma ferramenta responsável por quebrar essas barreiras e trazer elementos de outras culturas para as peças no Brasil pode ser utilizada pra aprimorá-las, ou seja a internet.
            O meio digital é o ambiente perfeito para se apropriar de incontáveis artifícios que evoluem os conceitos de criatividade, como a união dos hipertextos e hipermídias de Pierre Lévy (1997) e outros frutos do desenvolvimento da sociedade em rede do autor.
            Entender a globalização, e a presença de outras culturas na propaganda brasileira como algo completamente positivo e imersivo em uma nova atmosfera é o primeiro passo para que a produção publicitária se torne cada vez melhor, capaz de persuadir e imprimir valores culturais novos.

Lucas S. Teles e Rodrigo G. de Oliveira

REFERÊNCIAS:
            ROCHA, Everardo P. Guimarães. Magia e Capitalismo: um estudo antropológico da publicidade. 3ª. Ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1985.
            Lévy, P. (1997), Cibercultura, Instituto Piaget.

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